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domingo, 14 de outubro de 2012

NOTA DO PSOL-MESQUITA


O PSOL-Mesquita agradece sinceramente a todas as pessoas que depositaram sua confiança e o seu voto em nossas candidaturas nessas eleições de 2012.

Fizemos a campanha a partir dos princípios e da prática que acreditamos serem corretos e possíveis de promoverem cidadania e dignidade à população de Mesquita. Fizemos o debate de proposta sem pagamento de pessoas, sem práticas fisiológicas, sem falsas promessas ou mentiras e, principalmente, sem a compra descarada de votos.

Nosso resultado pouco expressivo foi menor do que a receptividade com que fomos recebidos nas ruas, praças, casas e pela internet. Percebemos a respeitabilidade do PSOL quando participamos dos dois debates realizados entre os candidatos a prefeito; todavia, o público e a repercussão desses debates foram restritos. Além disso, uma parcela do eleitorado mais esclarecido, com intenções e modos diferentes, utilizou-se do chamado “voto útil” para expressar o receio de ver Mesquita “invadida” por interesses alheios à nossa identidade ou para expressar o descontentamento com a atual administração.

Entendemos como soberana a vontade do povo, mas avaliamos criticamente a profunda desigualdade com que são forjadas essas eventuais vontades. O resultado eleitoral – para além das disputas legítimas ou de falhas e acertos cometidos - é fruto da ação de máquinas eleitorais milionárias; da falta de informação sobre acusações gravíssimas contra candidatos que já respondem a processos que ainda não foram finalizados e dos interesses imediatistas de uma grande parcela da população – que está descrente, mas que agrava a situação ao curvar-se à compra direta e indireta do voto.

Sofremos uma derrota eleitoral, mas saímos desse processo de cabeça erguida, com as mãos limpas e com a certeza de que continuaremos na batalha pelo avanço da consciência e do grau de organização do povo para que possamos construir uma Mesquita melhor nas lutas cotidianas e nos processos eleitorais.

Mesquita, 14 de outubro de 2012 

Ewerson Cláudio de Azevedo

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Ficha Limpa é o cidadão quem faz valer!

O PSOL aplaude a aprovação, pelo STF, da constitucionalidade da ampliação da Lei das Inelegibilidades conhecida como “Ficha Limpa”. Sempre apoiamos a Iniciativa Popular, sua tramitação no Congresso e sua validade desde o pleito passado – que este mesmo Supremo, lamentavelmente, revogou, possibilitando a posse, ainda que tardia, de alguns notórios desqualificados.

Alertamos, no entanto, que a plena vigência da lei só irá vigorar com outros milhões de votos, além destes dos ministros da Alta Corte: os de SUA EXCELÊNCIA, O ELEITOR.

Nem todos os corruptos sofreram condenação em órgão colegiado. Elegíveis, sempre encontrarão partidos a lhes oferecerem legenda. Nas eleições municipais deste ano continuarão a se apresentar muitos lobos com pele de cordeiro, agora autenticadas com a marca “Ficha Limpa”, que utilizarão sem escrúpulos.

Nada substitui, portanto, o exame atento das propostas e história de vida de cada candidato, ou seja, o VOTO CONSCIENTE.

Felizes com a vitória no Supremo, que é a vitória da soberania popular, é na direção da cidadania crítica e participativa que nós, do PSOL, seguiremos atuando.

Brasília, 16 de fevereiro de 2012
Chico Alencar (líder do PSOL na Câmara dos Deputados)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

PSOL define pré-candidato à prefeitura de Mesquita

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) definiu seu pré-candidato a prefeitura de Mesquita: o previdenciário e produtor cultural Ewerson Cláudio, de 49 anos. O objetivo do PSOL é apresentar uma alternativa de esquerda para enfrentar os muitos problemas de Mesquita, incentivando, já durante a campanha, a participação direta da população nos rumos da cidade. 

Ewerson afirma que “Mesquita é um município novo e pode ser diferente, mas, para isso, é preciso um governo que dê voz às pessoas comuns para acabar com a engrenagem viciada da política tradicional”. O PSOL está discutindo suas propostas para a cidade e na próxima quinta-feira, 16/fev, o tema será a saúde, um dos graves problemas de Mesquita. 
Ewerson Cláudio de Azevedo
Nascido em 09 de agosto de 1962, em Santa Tereza, na cidade do Rio de Janeiro, Ewerson foi morar em Mesquita em janeiro de 1969, no bairro Santo Elias. Trabalha no INSS de Nova Iguaçu e está terminando a graduação em Produção Cultural no IFRJ (antigo CEFET-Nilópolis), mesmo curso de seu único filho, Leo Diniz. 

Atuação em várias frentes, apostando na construção coletiva de uma nova sociedade

Sua atuação começou nas reflexões no curso de Crisma, na segunda metade da década de 1970, época em que a igreja progressista, liderada na região por Dom Adriano Hipólito, desempenhou importante papel na ação e apoio ao movimento pela redemocratização do país. Logo depois, participou do Grupo Secundarista (1979/1980), coletivo que deu os primeiros passos para a reestruturação da entidade estudantil secundarista em Nova Iguaçu. 

Em 1981, Ewerson iniciou sua atuação na Associação de Moradores de Santo Elias, onde foi diretor e atuou no Departamento Jovem Gaivota, no grupo teatral. Foi diretor do MAB entre 1981 e 1985 e, logo depois, da FAMERJ, de 1985 A 1987. 

Em 1987, foi assessor da AFBNDE (Associação dos Funcionários do BNDES). Em 1988-89, foi administrador da subsede do Sindicato dos Metalúrgicos, em Nova Iguaçu, onde ajudou a articular as ações do movimento sindical da região, como a luta pela semana inglesa, entre outras. 

Filiado ao PT em 1981, foi dirigente municipal durante toda a década de 1980 e, a partir da década de 1990, foi dirigente estadual, assessor parlamentar e ouvidor-geral do município de Nova Iguaçu em 2005. 

Em novembro de 2005, por discordar dos rumos éticos e políticos do partido e dos governos petistas, desfiliou-se do PT e passou a integrar o PSOL, participando da Comissão de Ética Nacional, da Fundação Lauro Campos, da Direção Estadual, da assessoria do deputado federal Chico Alencar e, hoje, preside o Diretório Municipal de Mesquita. 

Sempre presente nos movimentos sociais da Baixada Fluminense, Ewerson atua nas áreas de comunicação (jornais, revistas e rádios comunitárias), cultura e formação política. Foi membro do Conselho do Consórcio de Universidades para implantação de cursos na Baixada, que deu origem à instalação do pólo da UFRRJ (Universidade Rural) em Nova Iguaçu. Atualmente, é colaborador da ONG ComCausa – Cultura de Direitos e um dos coordenadores do Movimento Ficha Limpa em Mesquita. 

Ewerson estudou no Instituto Paroquial Dom Bosco, em Banco de Areia; na E.M. Capistrano de Abreu, na Vila Nova; no Colégio Professor Anselmo e EME, no centro de Mesquita, além do Colégio de Aplicação da antiga SESNI (atual UNIG), Delta e frequentou o curso de Ciências Sociais na UFF e na UFRJ. 

Em 1985, ingressou no INSS através de concurso público, onde é técnico previdenciário. Morador da rua Josefina, em Santo Elias desde 1969, entre 1990 e 2001 morou no centro de Nova Iguaçu, Kaonze e Cosmorama, voltando à mesma casa em Santo Elias em 2002.